Captura de ecrã 2020-05-08, às 11.52.22

À Conversa com Mariana Cabral aka Bumba na Fofinha

Mariana Cabral, aka, Bumba na Fofinha, faz parte das nossas rotinas semanais já há uns anos. Sabemos que é uma Mulher das Humanidades, dos “Beijooos” e das palavras, ditas e escritas. Nesta entrevista à distância, falamos de formatos, quiches e pijamas. Ora atentem!

1-    Fizeste o teu primeiro vídeo em 2015 quando um trágico acidente de trampolim te obrigou a mostrar a cara. Sentiste necessidade de não falhar aos teus fãs, estamos gratos. Hoje em dia, és fã da imagem e da voz ou, se pudesses, voltavas ao anonimato e aos textos?

Continuo a gostar de escrever mas é inegável que o público está mais permeável ao vídeo, é mais fácil de consumir, e com o overload de informação com que levamos hoje já dá uma certa preguiça ler textos grandes (coisa que me entristece, para ser honesta). Quanto ao anonimato, não sou a Oprah Winfrey para me queixar de assédio diário do público, mas às vezes dá saudade poder apanhar um belo camadão num festival de Verão sem ter de aparecer numa série de selfies com lábios de vinho e nódoas duvidosas na t-shirt. Mas faz parte, as pessoas são sempre impecáveis e fico genuinamente contente por me lembrarem que por trás dos likes e comentários estão cidadãos de carne e osso que gostam do meu trabalho.

 

2-    A paixão por viagens e o fascínio com as diferenças horárias fizeram-te aterrar no “Fuso”: um podcast 5 estrelas, literalmente. Sendo a voz a tua única ferramenta, quais os desafios e as maiores vantagens deste formato para ti?

Quando não se tem a expressividade como ferramenta o desafio é cativar com histórias, contá-las de forma aliciante, deixar as pessoas entregues à sua imaginação. O podcast consome-se de forma mais passiva, dá para fazer tarefas ao mesmo tempo (tipo estender a roupa, ui, que emoção) e ao mesmo tempo é muito íntimo porque é como se fosse uma conversa de um para um. Gosto muito do formato, permite-me ser mais “eu”, sem grandes filtros ou edições.

 

3-    Ouve-se muitas vezes dizer que o mundo do espetáculo, e da comédia em particular, é dominado pelos homens. Viremos a questão ao contrário: o que é que os homens ainda não dominam neste mundo?

Talvez o mundo das quiches. Mas falando a sério, acho que a comédia é até um dos mundos mais meritocráticos que há, nunca senti que fosse prejudicada por ser mulher, até pelo contrário. Há cada vez mais mulheres comediantes e esse espaço está à disposição para ser conquistado. Pipi ou pirilau, no final do dia o que interessa é se faz rir.

 

4-    Sabemos que gostas de viajar, de boa comida e do Olavo (e do teu fanfo, como lhe chamas). Que guilty pleasure estás pronta a desvendar-nos?

Ui, tantos filhota.  Tudo o que seja musiquinha pop pífia e com letra pobre, desde que dê para bater o pé, lá estou eu. Uma boa Anitta, um bom C4 Pedro, venham eles. E, mais recentemente, uma série tipo reality show da Netflix chamada Love is Blind em que casais que nunca se viram concordam em casar-se com base em 3 ou 4 conversas às cegas. Claro que dá chavascal, muitos palavrões e “OH MY GOOOOOOD”s, mas  é como um acidente de carro do qual não dá para desviar o olhar.

 

5-    Da saga “Faz o que digo, não faças o que eu faço”, qual o conselho que dás às Mulheres Portuguesas?

Aconselho todas as mulheres portuguesas a comprarem pijamas com dignidade. Não o fiz e agora dou por mim nesta quarentena apenas com pijamas foleiros, comprados na loja Conde Barão em Algés, e deixem-me dizer-vos que fica difícil manter a auto-estima quando se está forrada com tecido polar azul fluorescente da cabeça aos pés, com uma camisolicha que diz “So Lazy, Can’t Move”. Fica a dica para a próxima quarentena (daqui a 1300 anos, espero eu).

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