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A Posição da Indústria da Moda Face ao Covid-19

Pouco depois da entrada na nova década deparamo-nos com um vírus altamente contagiante que conseguiu parar o mundo inteiro. A sua rápida propagação foi o suficiente para encerrar muitas empresas, algumas das quais pertencem à indústria da moda. Entre os dias 17 de janeiro e 11 de Março, o setor das marcas de luxo sofreu uma queda de 23% e uma perda de cerca de 152 mil milhões de dólares em valor de mercado, o que fez com que fechassem portas especialmente na Europa.

Porém, o seu encerramento não foi o suficiente para colocarem as agulhas de parte. As grandes marcas estão agora a anunciar os seus esforços na ajuda à organização mundial de Saúde, às autoridades públicas e aos profissionais de saúde que se encontram na linha da frente. Reuniram voluntários, reabriram ateliês e meteram mãos à obra para criar coleções exclusivas onde o tema é a proteção daqueles que se encontram na linha da frente.

É o caso da LVMH, grupo francês que detêm marcas como a Louis Vuitton e a Guerlain, doou cerca de 2 milhões de euros à Sociedade Cruz Vermelha na China e disponibilizou fábricas de cosméticos para produzir grandes quantidades de desinfetante. Utiliza também um atelier para produzir batas e máscaras que serão distribuídas aos hospitais parisienses.

A marca de cosméticos LÓréal, iniciou a produção de gel desinfetante e, em Portugal, distribuiu 1500 produtos de higiene para profissionais de saúde. Para apoiar os desfavorecidos a fundação doou um milhão de euros para as associações parceiras envolvidas na luta contra a precariedade.

O grupo Kering que inclui a Gucci, Saint Laurent, Alexander McQueen, Bottega Veneta e a Balenciaga doou cerca de 130 000 (serão euros? Máscaras?) à Hubei Red Cross Foudation. Já Giorgio Armani fez um donativo de 1,25 milhões de euros?!? a hospitais italianos assim como Donatella Versace e a filha Allegra que doaram 200 mil euros ao departamento de terapia intensiva do hospital de San Raffaele em Milão.



A Burberry e a Chanel vão produzir equipamento de proteção, assim como as cadeias de fast fashion Mango e HM.

É nestas alturas de crise que se torna ainda mais importante não pensar só em nós próprios, mas sim ser solidários e agir em prol de um bem comum. Apesar de o artigo ter sido baseado nas grandes cadeias da indústria deixo aqui uma nota à parte para não se esquecerem de contribuir para os pequenos negócios locais que também estão a ser bastante afetados.


 

Ana Carolina Freitas

Blogger de Moda

Blog pessoal: https://bloginfusion.wixsite.com/infusion

IG: https://www.instagram.com/carolinafreitas13/

 

 

Fonte da imagem de capa aqui. 

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