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Conheçam a Ana Marta Araújo

Ana Marta Araújo, 47 anos: Engenheira Civil de formação, profissão que exerceu por quase 20 anos, mas escolheu ouvir a sua voz interior em busca do seu propósito de vida – cuidar dos outros através do estudo e prática da Homeopatia, sua profissão actual.

 

De que forma avaliaste os prós e contras antes de mudar de carreira? O que puseste na balança?

Quando iniciei o estudo da Homeopatia rapidamente percebi, interiormente, que o meu percurso profissional tinha de sofrer alterações. Foi «um admirável mundo novo» que surgiu à minha frente.

Apesar de estar extremamente satisfeita com a minha remuneração como Engenheira Civil, internamente sentia-me desalinhada.

Nessa altura comecei a questionar-me sobre o sentido da vida e acima de tudo qual seria a minha missão?

Decidi «apostar» as fichas todas em mim mesma, porque além de ser uma optimista convicta, ao mesmo tempo sabia que ia prestar um serviço ao próximo «cuidar da sua saúde» e isso fazia-me sentir útil/realizada.

O que coloquei na balança: num prato bens materiais e a sociedade, noutro prato realização pessoal/felicidade de longo prazo.

Se fizesse a escolha apenas de forma mental a mudança de carreia nunca seria tão repentina, mas quando iniciamos a nossa mudança interna com verdade percebemos que é impossível não avançar por caminhos diferentes do habitual. Isto porque são estes novos caminhos que vibram com a tua nova frequência.

 

Que dicas podes dar de como passaste a gerir as responsabilidades do dia-a-dia na tua Profissão, agora que estás por tua conta e risco?

Não é fácil começar do zero, principalmente quando estás habituada a chegar ao fim do mês e receber o teu salário mesmo que vás de férias.

Neste caso, somos nós a tomar conta de nós mesmos.

Como trabalhei na área da engenharia, em empresas com dimensão, durante cerca de 20 anos isso permitiu-me não só desenvolver algumas qualidades como a resiliência, a coragem e a capacidade de decisão mas também ter angariado algum suporte financeiro.

No entanto, rapidamente percebi que é fundamental cortar em coisas supérfluas e começar a valorizar o que verdadeiramente interessa para que as situações fluam da melhor forma possível.

Esta «experiência» tem sido muito enriquecedora pois permitiu-me começar a olhar as situações numa perspectiva diferente: é natural que quando começamos um caminho novo nos surjam algumas «pedras» que aparentemente nos podem atrasar mas lá mais à frente, verificamos que isso foi necessário para desenvolver qualidades como a humildade, fé, auto confiança e criatividade, por exemplo.

 

Homeopatia já vai sendo falada, procurada, ainda sentes algum preconceito dos portugueses em recorrer a esta medicina?

Infelizmente a Homeopatia em Portugal ainda está muito pouco divulgada.

Uma elevada percentagem só recorre à Homeopatia em caso de desespero.

Tenho alguns pacientes que na primeira consulta me disseram que tentaram tudo mas nada funcionou e por fim resolveram vir porque um amigo cujo tratamento homeopático resultou lhes disse «vai lá, não perdes nada, comigo resultou bem»….

Há pessoas que ainda têm vergonha de dizer que são tratadas com homeopatia apesar de reconhecerem o seu sucesso.

Outros pensam que os tratamentos são caros, quando é precisamente o contrário, e por isso optam por não experimentar.

Outro aspecto a salientar é que, hoje em dia, muitas pessoas, inclusive crianças, têm problemas crónicos e consequentemente tomam medicação continuamente situação que provoca um desgaste no organismo colocando-os num nível de saúde baixo (isto implica tratamentos mais demorados) mas mesmo assim estão à espera de respostas para ontem.

A maioria das pessoas quando vem às consultas nada sabe sobre Homeopatia nem qual a sua capacidade de cura, no entanto, quem experimenta a Homeopatia fica fiel porque percebe o seu potencial de cura não só a nível físico mas também a nível emocional e mental.

 

Como descobriste ou como foste descobrindo o teu lado espiritual? Que impacto isso tem na tua vida pessoal e profissional?

Eu comecei a (re) descobrir o meu lado mais espiritual a partir do momento em que comecei a percorrer o caminho do autoconhecimento.

O impacto é maravilhoso porque passei não só a ver o ser humano na sua globalidade como a conectar-me com ele numa perspectiva completamente diferente.

E isso faz toda a diferença quando trabalhamos na área da saúde porque os pacientes sentem que à sua frente está alguém que os observa, os percebe e os escuta atentamente sem julgar.

 

O que prevês que vá ser o teu novo normal após as lições que nos deu o Covid 19?

O ser humano irá olhar para a História como: «antes de 2020 (antes Covid)» e «pós 2020 (pós-Covid)». Mas só daqui a mais algum tempo é que vamos todos perceber qual o propósito maior desta situação.

No geral, o meu novo normal será um novo posicionamento perante o mundo auxiliando o maior número de pessoas a despertar para uma nova realidade/oportunidade que está a chegar ainda que timidamente.

A nível profissional, o novo normal será apenas passar a dar todas as consultas on-line. Claro que é muito importante o contacto presencial mas nesta fase prefiro que seja on-line porque me dá a possibilidade de observar outra linguagem (a facial) que seria impossível com o uso da máscara.

A nível pessoal, apenas continuarei a fazer o meu percurso de autoconhecimento que me permite olhar para esta nova realidade como um mundo de oportunidades.

 

Como decidiste associar-te à DFS?

Desde muito cedo, no meu coração, está presente a ideia que a vida tem um propósito maior, ou seja, somos servidores numa missão divina e cada um, a partir da sua esfera de serviço, trabalha para construir um mundo onde o Todo se sobrepõe ao individual.

Assim sendo faz-me todo o sentido dedicar algum do meu tempo a fazer voluntariado com o intuito de ajudar quem mais necessita neste momento.

Revi-me na Dress não só pelo facto de ser uma Instituição que trabalha essencialmente com mulheres, uma vez que também sou Mulher, mas também por capacitá-las para obterem um futuro melhor e mais seguro porque senti na pele o que é tomar uma decisão e começar de novo. Mas, quando temos coragem, fé, força, resiliência e as ferramentas certas (aqui entra o papel da Dress) os primeiros passos deste caminho de mudança ficam mais seguros e leves.

Entrevista feita pela Isa Carvalho Oliveira 

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